‘Os oito odiados’, o quase último filme de Tarantino

Em seu oitavo filme, apesar de manter a maestria com ótima direção, Quentin Tarantino usa praticamente uma mesma história, contada em ‘Cães de Aluguel’ de 1993, ao jogar em uma mesma situação seus personagens que não podem sair daquela condição, mas não é por isso que ‘Os oito odiados’-2016, deixa de ser um bom filme, lembrando que o filme é um ‘arquétipo cinematográfico posto em prática”.

Isso mesmo ‘Os oito odiados’ é uma obra inesquecível e ainda que eu discorde com algumas coisas da proposta me resta dizer; ‘palmas’! 

O história contada no longa,  retrata uma época alguns anos depois da Guerra Civil americana, um grupo de desconhecidos são obrigados a passar a noite em uma cabana isolada durante uma nevasca. Entre os presentes estão os caçadores de recompensa Marquis Warr (Samuel L. Jackson) e John Ruth (Kurt Russell).  John transporta uma foragida da justiça, Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. O xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos sangrentos uns dos outros, levando a um inevitável confronto entre eles.

Técnica 

A história apesar de muito previsível, tem um toque Tarantino, que deixa tudo sombrio e se o expectador não for atento a detalhes vai se deparar com uma dificuldade imensa de desvendar algumas coisas.

Uma obra polêmica e cheia de “odiandos” voluntários, porém com certeza de um peso imenso para a carreira do incrível diretor.

Apesar de premissa interessante, nem todo mundo continua fã incondicional do diretor de “Cães de Aluguel” e “Pulp Fiction” depois de assistir ao filme, o longa alcançou uma média em torno de apenas 70%.

O Metacritic e o Rotten Tomatoes, que reúnem e quantificam as avaliações dos críticos de cinema dos principais jornais e veículos do mundo, demonstraram que obra do diretor ‘não foi feliz’.

O elenco é impecável, sem dúvidas Quentin Tarantino é um dos melhores na escolha e na direção de seu time, uma mistura bela entre o clássico e contemporâneo. A trilha que nos acompanha do começa ao fim da obra é de uma sensibilidade incrível, inquestionável, criada pelo poderoso, Ennio Morricone, com certeza você já ouviu algo desse cara na sua vida e se lembrará eternamente da trilha de ‘Os oito odiados’.

 

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