“Boca de Ouro” sob direção de Gabriel Villela; Mel Lisboa e Leonardo Ventura brilhando em cena

Olá queridos!! Espetáculo com direção de Gabriel Villela rolou em Campo Grande-MS. Tivemos também a galera do projeto “Na estrada”, apresentando três espetáculos essa semana no Teatral Grupo de Risco (TGR). Mas não pude comparecer as sessões deles, por questão de agenda.

Mas eu consegui ver no último dia, (domingo 13/05) o espetáculo dirigido por Gabriel Villela, com texto original do genial Nelson Rodrigues. Com elenco incrível, com; Malvino Salvador, Mel Lisboa, Cláudio Fontana, Lavínia Pannunzio, Chico Carvalho, Leonardo Ventura, Cacá Toledo e Guilherme Bueno. Jonatan Harold, ao piano e Mariana Elisabetsky.

Bom, vamos falar do espetáculo: a peça se inicia com o anúncio da morte do “Boca de Ouro”. O anunciante um radialista com voz bastante acentuada, busca nas máscaras cênicas e ademais artifícios artísticos trazer uma ambientação da época em que se passa a história. Esse mesmo radialista escala um jornalista o “Caveirinha”, para ir entrevistar dona “Guigui” (Mariana Elisabetsky), a Guiomar, ex-amante do “Boca de Ouro”, no intuito de conseguir uma grande revelação de algum “assassinato bacana”, como diz o próprio radialista.  Para a tal entrevista vai também com o jornalista, um fotógrafo. Ao chegarem na casa de Dona Guigui, encontram seu esposo. Um senhor rancoroso e cheio de raiva e medo do “Boca de Ouro”. Dona Guigui quando questionada sobre algum ‘podre’ de “Boca”, diz saber muitas coisas e conta uma primeira versão da história do assassinato de um casal. Revelando um “Boca de ouro”, mal caráter e impiedoso, louco e boxeador. Quando o jornalista a revela que “Boca de Ouro” está morto, Guigui cai em prantos e conta uma outra versão da vida de “Boca de Ouro”. Por último após Guigui revelar o assassinato do casal; “Leleco  (Cláudio Fontana) e Celeste (Mel Lisboa)”, ela conta uma terceira versão da mesma história.

Pontos fortes

O espetáculo é esteticamente lindo. Tem ótimas interpretações. Tem atores gigantes em cena. Trás uma linguagem simples, contemporânea em alguns pontos. As músicas são interpretadas de forma agradável.

Pontos Fracos

No início do espetáculo em uma das transições um problema de ritmo que perdurou me incomodou muito. Das interpretações, deixa um pouco a desejar Malvino Salvador, que talvez pela menor experiência no teatro não tenha ainda ‘chego lá’, na composição de seu personagem. Em contraponto estão ESPLÊNDIDOS os coadjuvantes Mel Lisboa, Leonardo Ventura e Chico Carvalho que brilham em composições complexas e extremamente plásticas!

O MELHOR DE TUDO

A reação da “família popular brasileira” presente no espetáculo foi a melhor cena. Eu pagaria outras mil vezes só para ver aquela mãe tapando os olhos do filho (kkkkkkkk…) ao Celeste (Mel Lisboa), mostrar os seios em cena.

Deu uma vontade imensa de na saída do espetáculo dizer a aquela pessoa, que a criança sabe que humanos do sexo feminino tem seios, e sabem muito bem!

Resumo 

Seus lindos, no geral o espetáculo é bom! O texto de Nelson é reflexivo, crítico, inteligente e político social. O trabalho de Gabriel é excitante, vale a pena ver!

 

 

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