Batalha de Breaking e de Allstyle - Armazém Cultural

Com 18 prêmios em homenagem a Tinho Sherman e Jair Damasceno, 11º MS Dance Fest durou 4 dias

Dançarinos, Tinho Sherman, morto aos 28 anos em 2020 e Jair Damasceno, falecido em 2021, após 48 anos de carreira, foram os homenageados na 11ª edição do festival MS Dance Fast, que aconteceu de 21 a 24 de abril de 2022 em Campo Grande (MS).

Os quatro dias ininterruptos de apresentações recebeu diversos artistas de MS, de outros estados e até do exterior, com workshops das respectivas modalidades: André Rockmaster/SP – House Dance; Didi Destefano/Paraguai – Hip Hop e Heels; Fran Manson/SP – Jazz Funk e Hip Hop; Darlita Albino/SP – Locking; Wagner Gomes/MS – Danças Sociais; Eduardo Alcântara/PR – Coreo; Darlita Albino – Waacking; Henrique Lima/SP – Dança pra Chão; Luis Augusto Ribeiro/SP – Ballet e Leony Pinheiro/PA – Breaking e Allstyle.

O festival promoveu dois prêmios que reuniu diversas cias para disputar e mostrar no palco todo o talento de seus bailarinos. O fechamento ficou com uma batalha de breaking e allstyle que reuniu b-boys e b-girls, possíveis exponenciais desta arte. 18 prêmios foram dados. Foram 1º, 2° e 3° lugar ao ‘Prêmio Jair Damasceno’ e 15 premiações em 5 categorias ao ‘Prêmio Tinho Sherman’. 

“O MS Dance Fest nasceu de um sonho de democratizar o acesso dos artistas do Estado ao que há de melhor em termos de conhecimento e profissionais da dança no cenário nacional. O sonho cresceu e, hoje, ele também homenageia dois grandes artistas do MS, Tinho Sherman e Jair Damasceno, que dão nome aos nossos prêmios como forma de mostrar que o legado deles está presente”, afirmou o idealizador do evento e fundador do Grupo Funk-se, Edson Clair.

O Armazém Cultural, na Capital, se tornou o centro das oficinas de dança com o fomento dos mais variados estilos dentro da dança urbana: vogue, waacking, hip hop, heels, jazz funk, choreo, locking e breaking. Este último entra para as Olimpíadas como modalidade esportiva a partir dos jogos de Paris 2024. 

A programação do festival ainda incluiu: ballet e dança pra chão – aulas que foram ministradas em estúdios parceiros (Selma Azambuja, Beatriz de Almeida e Isadora Duncan).

Quem passou pela Praça do Rádio Clube, nos dias 22 (sexta-feira) e 23 (sábado) de abril, pôde conferir de perto os talentos de artistas de Mato Grosso do Sul e, também, de cidades do interior de São Paulo. “Gostei muito do que vi e confesso que o evento superou a minha expectativa por conta da infraestrutura. A população ficou muito longe dos eventos por causa da pandemia e voltar a sair é muito bom. Daí a importância de mais eventos como este pelo Estado e que tenham o apoio do poder público no financiamento porque todo mundo sai ganhando”, afirmou o analista de sistemas, Gessé Ferreira, que esteve acompanhado no evento pela esposa, filhos e a mãe.

Oficina com André Rockmaster (SP).

Já para quem estava nos holofotes e garantiu premiações como, por exemplo, os bailarinos da Cia Movimento Dance, da cidade de Sonora, o momento foi de realização profissional. “O espetáculo foi montado em pouquíssimo tempo, estamos trabalhando desde março, não foi fácil conseguir vir. Felizmente, tivemos apoio, embora sejamos uma cia independente. Fora isso também e estamos felizes por conseguir abordar a causa indígena dentro de um trabalho, o Brô MC’s [primeiro grupo de rap indígena do Brasil] veio nos prestigiar e de quebra a gente levou a premiação de 5 mil reais, da categoria Sênior, do prêmio que leva o nome de um artista do porte que é Tinho Sherman”, celebrou o coreógrafo Max Moura.

No último dia de atrações, a 11ª edição do MS Dance Fest, recebeu os artistas Breaking e do Allstyle. O sucesso foi tanto que até pessoas que passavam em direção à Feira Central paravam em frente a uma porta de vidro para conferir o show das batalhas. 

“A gente veio para somar, reencontrar a galera, amigos do mesmo ramo, e ainda tivemos a oportunidade de fazer a oficina do Leony Pinheiro, um cara que vai como atleta de Breaking nas próximas Olimpíadas. Tudo foi sensacional porque é a primeira vez que eu venho para o festival, conhecia de nome e, agora, ganhei o prêmio e vou representar o Centro-Oeste na Liga Breaking em Maringá [PR]”, contou entusiasmado o b-boy Paulo Henrique, o PH como é conhecido no meio, que veio de Cuiabá (MT) especialmente para a competição.

O MS Dance Fest foi realizado com recursos do Fundo de Investimentos Culturais (FIC), da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), órgão vinculado ao Governo do Estado.

RANKING – ABAIXO OS NOMES DOS ARTISTAS GANHADORES EM CADA CATEGORIA. 

PRÊMIO JAIR DAMASCENO

  • 1° Lugar: Companhia Núcleo da Dança. Coreografia: Stuff Like That There. Campo Grande (MS);
  • 2° Lugar: Grupo Maktub. Coreografia: Decurso. Campo Grande (MS);
  • 3° Lugar: Aquidauana Cia de Dança (ACD). Coreografia: Desabafo. Aquidauana (MS).

PRÊMIO TINHO SHERMAN

 Final do festival com o prêmio Tinho Sherman na Praça do Rádio Clube

Solo

  • 1° Lugar: Grupo Reborn Dance Studio. Coreografia: Vision. Andradina/SP.
  • 2° Lugar: Killa Kingz Crew. Coreografia: We Don’t Have a Chance. Três Lagoas/ MS.
  • 3° Lugar: Larocca MC. Coreografia: Break Dance. Corumbá/ MS.

Duo

  • 1° Lugar: Art Feminy. Coreografia: Sua. Nova Andradina (MS);
  • 2° Lugar: Grupo Armazém 67. Coreografia: Inverse. Campo Grande (MS);
  • 3° Lugar: Invictus Dance Crew. Coreografia: Brasileiríssimo. Paranaíba (MS).

Trio

  • 1° Lugar: Estúdio de Dança Beatriz de Almeida. Coreografia: Loucura. Campo Grande (MS);
  • 2° Lugar: Invictus Dance Crew. Coreografia: Rump. Paranaíba (MS);
  • 3° Lugar: Reborn Dance Studio. Coreografia: Money. Andradina (SP).

Conjunto Júnior

  •  1° Lugar: Grupo Armazém 67. Coreografia: Isso é tão 2007… Campo Grande/MS. 
  • 2° Lugar: Reborn Dance Studio. Coreografia: Extreme. Andradina (SP). 
  • 3° Lugar: Movimento Kids. Coreografia: Cridança. Sonora (MS).

Conjunto Sênior

  • 1° Lugar: Cia Movimento Dance. Coreografia: Retomada. Sonora (MS);
  • 2° Lugar: House of Hands Up. Coreografia: Hands Potter. Campo Grande (MS);
  • 3° Lugar: Grupo Armazém 67. Coreografia: My House is Your House. Campo Grande (MS).

BATALHAS 

ALLSTYLE

  • 1°lugar Wagner Gomes (Campo Grande-MS);
  • 2° lugar Formiga (Corumbá-MS).

BREAKING

  • 1° lugar Sabota Beat Crew (Cuiabá-MT);
  • 2° lugar We Love To Rock (Campo Grande-MS).

Informações sobre a cobertura do festival você confere pelo Instagram (@espacofnk).

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