Esse é o elenco da peça juntamente do diretor ao fundo!

Espetáculo com elenco cego faz pré-estreia em Campo Grande

Antes de ir à Corumbá para a estreia, o espetáculo teatral “O que os olhos veem o coração sente?”, terá uma pré-estreia especial no Sesc Cultura em Campo Grande, no próximo dia 13 de maio. A sessão terá início às 19h com lotação máxima de 100 pessoas.  

Estrelando os atores Jefferson Messias, Luiz Alberto, Nivaldo Santos, Monique Lopes e Cristiane Tiecher, todos deficientes visuais, darão a oportunidade, nesta ocasião, de familiares e amigos assistirem alguns deles pela primeira vez em cena.  

Segundo o diretor do espetáculo, Alexandre Melo, a apresentação na Capital foi um pedido do elenco, devido aos familiares de todos eles morarem aqui.  

“Desde que iniciamos a oficina a expectativa era para que acontecesse uma apresentação em Campo Grande, até mesmo os que não foram selecionados me cobram sempre que me veem que querem ver a apresentação dos colegas. Durante os 3 meses de ensaio sempre um ou outro perguntava se haveria a possibilidade de fazer o trabalho em aqui em Campo Grande, mas por protocolo e seguindo o edital insiste no fato de que a estreia deveria acontecer em Corumbá, porém, com o tempo eu observei que pelo fato deste ser o primeiro trabalho de 90% dos atores, pois 4 dos 5 são totalmente amadores no teatro, havia um desejo semelhante a necessidade de apresentar o trabalho para os familiares e amigos”, esclareceu. 

Diante disso, o diretor disse que o coração falou mais alto. “Solicitei autorização aos patrocinadores e tomei a decisão de fazer uma pré-estreia em Campo Grande, para que eu chegue a Corumbá com um direcionamento de como será a reação dos atores junto ao público, assim eu já terei uma base do que funciona ou não para eles no palco”, contou. 

Assim, Alexandre chegou à conclusão de que fazer a pré-estreia teria se tornado um desejo de todos. “Desde o participante da oficina que teve esse contato com o projeto lá no início de fevereiro, até eu como diretor para que possa tomar algumas decisões antecipadamente. Pois uma coisa é você conseguir corrigir algo no seu habitat comum, diferente quando você está em outra cidade com uma pressão maior que o habitual”, finalizou.  

A ESTREIA EM CORUMBÁ

O espetáculo “O que os olhos veem o coração sente?” acontece nos dias 19, 20, 21 e 22 de maio em Corumbá. Todas as sessões serão com entradas gratuitas.  

A estreia acontece no dia 19 de maio com duas sessões às 9h e às 15h na escola Júlia Gonçalves Passarinho.  

Na sexta-feira (20.mai) acontece uma apresentação às 15h e às 19h na Praça da República.  

No sábado, 21 de maio, a programação começa às 9h da manhã, com um Workshop sobre a acessibilidade no teatro para deficientes visuais, que ocorrerá no Instituto Moinho Cultural. O Workshop será gratuito, com a duração de 3 horas para um público de no máximo 200 pessoas. Essa ação terá o objetivo de transformar o olhar das pessoas em relação à deficiência visual, agregando novos conhecimentos e percepções sobre a inclusão dessas pessoas ao meio artístico.

Às 19h do mesmo sábado, também no Moinho Cultural, ocorre o segundo dia da apresentação do espetáculo teatral.  

O último dia de apresentação será no domingo, 22 de abril, às 19h, também no Instituto Moinho Cultural, localizado na Rua Domingues Sahib, número 300, no Bairro Beira-Mar.

O patrocínio é do Instituto Cultural Vale, através da Lei de Incentivo para Cultura, da Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo – Governo Federal, por isso, a estreia deve acontecer numa cidade onde a Vale tenha atividade, o caso de Corumbá.  

O PROJETO

 “O que os olhos veem o coração sente?” é um espetáculo teatral que selecionou seu elenco durante uma oficina de teatro que aconteceu de 7 a 11 de fevereiro, das 18h às 20h no Instituto Sul Matogrossense para Cegos Florivaldo Vargas (Ismac), na Capital.  

A oficina foi a 1ª etapa do projeto e teve carga horária total de 10h. A oficina teve como objetivo principal achar o elenco do espetáculo que esteve sendo produzido ao longo de 3 meses.  

Alexandre comentou que a oficina de fevereiro foi exclusiva para pessoas cegas ou que tivessem algum grau de dificuldade de visão. “Poderiam se inscrever pessoas do Ismac ou pessoas cegas que não estivessem lá também. As pessoas com visão reduzida também se inscreveram. A oficina foi exclusiva para esse público e escolhemos 99% dos atores totalmente sem visão, apenas um dos selecionados, têm a chamada, baixa visão”, explicou.

A oficina teve 32 pessoas inscritas e 5 delas foram selecionadas para estarem no elenco do espetáculo. 

Conforme Alexandre a apresentação acontecerá em Corumbá, pois é onde a patrocinadora do projeto atua. “Será apresentado em Corumbá porque lá tem a sede da Vale, que é a patrocinadora, o edital era para onde a Vale tem sede, então, propusemos 4 apresentações em espaços públicos e 2 em teatro”, comentou.

As apresentações devem ser realizadas num prazo de 4 dias. “A proposta é que façamos 2 apresentações por dia, talvez precisemos de mais alguns dias, mas a proposta inicial é essa”, disse, complementando que todos os atores/atrizes estão sendo devidamente remunerados pelo trabalho.

A PEÇA

No enredo da peça, Lucas, de 25 anos, que trabalha no setor financeiro e acabou de se casar, está saindo do trabalho e se sente incomodado pela claridade da luz do dia que embaça sua visão. Ao sair pela porta do prédio, Lucas caminha pela rua, compreendendo que não consegue ver por onde passa. Conforme a história, Lucas se consultará com vários médicos e será comunicado da perda permanente da sua visão. O público, então, acompanhará os processos de reabilitação e tudo de novo que a perda da visão trás para a vida de Lucas.

A ideia do roteiro do espetáculo nasceu de uma conversa entre Alexandre e seu tio Delci Francisco, de 55 anos. “Já faz alguns anos, o meu tio me parabenizava por uma apresentação que fiz, mas aí ele me disse que era uma pena que nunca iria conseguir me ver em cena. Aquilo mexeu comigo profundamente. Me fez refletir! De fato, a grande maioria dos espetáculos aqui, de teatro, os filmes, não tem acessibilidade, não tem audiodescrição, nada. Aí eu comecei a pensar no projeto, só que ao invés de fazer algo apenas acessível para eles, eu quis fazer um espetáculo que leve o público para o mundo deles, que o público possa sentir o mundo como eles sentem, assim nasceu o espetáculo”, disse.  

O ELENCO 

Nivaldo Santos, de 47 anos, é um dos atores cegos. Do elenco, ele é o único que já teve experiências anteriores com teatro. “Eu já trabalho com teatro, desde 1993 aqui no Ismac. Porque eu vim para cá depois que fiquei cego entre os 15 e 18 anos, num acidente de trabalho. Aí depois tive glaucoma e em 3 e 5 anos perdi totalmente. E desde então, só aqui com grupo de cego eu fiz 4 peças, que nós viajamos o país”, esclareceu. Conforme Santos, ele está fazendo diversos personagens. “É um desafio fazer várias vozes… São frases bem curtas, mas a gente está mudando rapidamente de uma voz para outra. O começo da peça é mais tranquilo e assim, eu nunca fiz personagens que eu tivesse que mudar de voz”, comentou. 

Nivaldo Santos – que faz vários personagens no espetáculo. Foto: Tero Queiroz

Santos disse que está feliz demais de ter sido selecionado para o projeto. “Tem que ser um trabalho de qualidade. Espero que a gente consiga responder a altura a confiança do diretor e da empresa. Porque quando as pessoas vêm assistir um elenco cego, elas não sabem ao certo o que vão vem e não querem entregar qualquer coisa. Queremos entregar um trabalho de altíssima qualidade e tenho certeza de que o público irá sentir isso, que estamos transbordando em alegria com essa oportunidade”, definiu.  

Jefferson Messias da Silva, de 28 anos, é o protagonista da peça. Ele dá vida ao personagem ‘Lucas’. Jefferson é deficiente visual com baixa visão. “Eu tenho uma doença hereditária que atinge homens na faixa etária de 15 a 16 anos, que foi justamente quando eu comecei a sentir a perda da visão”, esclareceu. No caso de Jefferson, ele consegue ver cores, mas completamente desfocado. Ele tem visão periférica (lateral), com apenas 5% de visão. 

Jefferson Messias – ator que faz o protagonista ‘Lucas’. Foto: Tero Queiroz

Essa é a primeira vez que ele está num elenco de peça teatral. “Nunca fiz, mas sempre tive vontade de fazer. Eu comentava aqui no Instituto. Eu sempre quis fazer para trabalhar coisas em mim, porque eu tenho ansiedade, nervosismo e essa oficina me ajudou demais. E esses ensaios da peça estão mudando muito minha vida, me ajudando com autoestima e tanta coisa. Está sendo demais”, disse. 

Jefferson revelou que a identificação com o personagem ‘Lucas’ o fez crer que ele poderia conquistar o papel do protagonista durante a seletiva. “Tiveram vários colegas aqui e a gente sempre meio que comentava que eu poderia pegar o papel. Porque eu me identifiquei demais com o Lucas, porque coisas que acontecem com ele, aconteceu comigo na realidade, sabe? Por exemplo, eu tenho um melhor amigo como o Lucas e eles eram minha base, meu melhor amigo sempre estava ali do meu lado. Quando eu perdi a visão eu tive depressão, eu tinha sonhos de servir o quartel, de ter carro, moto, sabe? Coisa de jovem. Quando fiquei cego eu me revoltei muito, igual o Lucas”, explicou. 

Jefferson Messias durante ensaio do espetáculo. Foto de bastidores: Tero Queiroz

“Eu tenho uma baixa visão, se envolver com uma pessoa com visão normal é complexo. As duas partes, tanto ela [outra pessoa], quanto eu teria problemas ao me relacionar com alguém assim. A esposa do Lucas não sabe lidar com ele, assim como muitas pessoas não sabem lidar com a gente. Eu não vou entrar em detalhes, mas já passei por relações como esta do Lucas. Porque tem gente que acha que nós somos incapazes de fazer tudo”, analisou ele, que chegou para reabilitação no Ismac aos 19 anos. “O Instituto mudou minha visão sobre o que de fato importa nesse mundo. As amizades daqui me fizeram enxergar o mundo de verdade, esquece carros, motos, eu tenho algo muito maior agora. Temos amor de verdade, aqui existem pessoas que não enxergam que sorriem o dia todo”, apontou. 

Para Jefferson o maior desafio no espetáculo está sendo decorar o texto. “Eu uso o celular para ouvir o texto e decorar tudo…, mas a dificuldade maior, sem dúvida, está sendo decorar tudo. A experiência está sendo incrível demais. A história gira em torno do meu personagem e isso me faz estudar muito”, disse, explicando que usa um aplicativo chamado @voice. “Eu deito na cama e escuto a noite toda. Dividindo tudo por parte, sabe? Tem palavras que são mais difíceis, aí eu substituo por uma equivalente”, esclareceu. 

Jefferson Messias sorriu ao comparar sua história com a do personagem ‘Lucas’. Foto: Tero Queiroz

A maior apoiadora de Jefferson, sua mãe, ficou emocionada ao ler o roteiro. “Ela começou a chorar e falou: parece que dá para tirar Lucas e colocar Jefferson aqui! Eu falei porque mãe? Ela falou: cara, tudo que você passou, o que nós passamos juntos, quando você perdeu sua visão. Ela ficou muito emocionada, porque o Lucas vive coisas muito próximas do que vivemos”, concluiu.  

“A gente se encontra todos os dias aqui. Estou empolgado com tudo isso e estou ainda com certo receio de como vai ser, para um monte de gente. Espero estar preparado, enfrentar esse medo, por isso sempre batalhei. Eu quero fazer mais teatro é algo que vou levar para minha vida. Esse projeto de Alexandre marca muito, porque as pessoas que estão fazendo são pessoas deficientes. Acho que todo mundo que perdeu a visão já passou no mínimo por algumas coisas das que Lucas passa. Outra coisa, o cuidado que estão tendo com a gente durante a oficina e os ensaios, isso está sendo demais. Quero continuar, quem sabe fazer artes cênicas, acho que agora faço, porque antes eu achava que não dava para ser ator sendo cego, só que não é assim. Sou cego e ator, posso fazer isso profissionalmente”, finalizou.  

Também estão no elenco Monique Lopes Marques, de 23 anos, e Cristiane Tiecher, de 46 anos. 

Monique Lopes – atriz que faz a personagem ‘psicóloga’. Foto: Tero Queiroz

Monique é estudante de psicologia e falou sobre essa experiência classificando como única. “Fazer teatro sempre foi um sonho, está sendo incrível. Vai ser algo transformador, levar um pouco das nossas experiências para o público. Isso será único”, comentou. “O público vai estar imerso, poder sentir, usar o olfato, a audição, de poder ter outras experiências além da visão”, apostou. Em sua primeira vez no palco, Monique disse estar confiante. “Foi uma decisão nossa de fazer essa apresentação aqui em Campo Grande, porque todos nós queríamos mostrar para amigos e famílias. Vai ser especial demais fazer essa pré-estreia, porque vamos chegar aquecidos para a estreia lá em Corumbá”, disse.  

Cristiane Tiecher é assistente social e devido a isso já fez ações com apresentações semelhantes, mas nunca fez teatro profissional, por isso considera sua estreia. “A gente faz teatro na faculdade, me formei em 2015, mas essa é a primeira peça de teatro profissional, porque lá no curso fizemos só ações esporádicas. Estou bastante ansiosa”, traduziu. Ela contou que a experiência para o público vai ser de uma profundidade inesquecível. “Eu acredito que vai ser inédito para todos que forem assistir, porque eles vão se colocar no lugar das pessoas com deficiência visual mesmo, vão saber as vezes o quanto é difícil estar em algum lugar sem estar vendo, porém, aprenderão a ter a sensibilidade de sentir. Eles vão valorizar mais o sentir após essa peça”, analisou.  

Cristiane Tiecher que dá vida à ‘Fernanda’. Foto: Tero Queiroz

A personagem de Cristiane é bastante diferente dela. “É a Fernanda, uma advogada jovem, que se depara ali com esposo, os dois tinham muitos sonhos e ele fica cego e ela não aceita não. Ela se mostra muito arrogante, não se preocupa com os sentimentos, ela quer viver a vida dela e deixa ele no caminho, porque ela acha que a visão é tudo… ela o abandona, depois quer voltar, ela só pensa nela, né? É uma pessoa assim bem diferente de mim no meu trabalho, ela é o oposto do que eu sou e faço. As coisas que ela faz e fala, eu jamais falaria… foi muito desafiador viver ela”, detalhou.  

Para Cristiane a personagem vai além do comum em suas cobranças, mas tem iniciativas invejáveis. “As vezes eu queria a coragem da Fernanda, porque ela tem uma coragem que eu não tenho. As vezes as pessoas precisam de um chacoalhão que a Fernanda dá”, completou.  

Luiz Alberto, de 50 anos, é aposentado. Ele dá vida ao personagem ‘Ney’, um amigo fiel do protagonista que está enfrentando problemas com alcoolismo. “Esse personagem é bem parecido com a gente mesmo. Porque todo mundo o abandona, é mandado embora, mulher e principalmente os amigos, são os primeiros que vão embora, na minha vida foi assim. Às vezes nós brigamos, dentro do roteiro, somos amigos que brigamos muito por conta de nossos problemas”, disse. 

Luiz Alberto – ator que faz o personagem ‘Ney’. Foto: Tero Queiroz

De acordo com Luiz, ele perdeu a visão em 25 minutos. “Tem 8 anos que eu perdi a visão, fui acometido por uma virose e saindo lá do centro, quando cheguei em casa não vi mais nada. Uma virose, a bactéria atingiu meus dois nervos ópticos… então, a semelhança com a situação do ‘Lucas’ foi grande”, comparou. 

Luiz foi fazer a oficina de Alexandre Melo sem nem mesmo saber que haveria lá uma seletiva para um espetáculo na ocasião. “Nem eu esperava de passar pela seletiva, nem sabia que era uma seletiva, mas estou gostando muito, uma aprendizagem muito legal mesmo, o conhecimento vai ficar na história da minha vida. Nós precisamos de iniciativas iguais a essas, porque isso levanta bastante nossa autoestima, é muito importante. A gente se sente valorizado”, opinou.  

O DIRETOR 

A ideia do projeto e do roteiro do espetáculo nasceu em uma conversa entre Alexandre e seu tio Delci Francisco, de 55 anos.

Nascido em Bataiporã e criado em Taquarussu no estado de Mato Grosso do Sul, Alexandre mudou-se em 2006, aos 16 anos, para Campo Grande. Na Capital começou a estudar teatro, participou de cursos e oficinas por 2 anos, porém, pausou a carreira por 6 anos devido a faculdade de administração e em seguida pós-graduação em Logística. Em 2013 retomou os estudos relacionados ao meio artístico incentivado por amigos.

Seu primeiro trabalho foi aos 17 anos no curta-metragem “Giselda”, resultado da oficina de atores do diretor de TV Léo Niclévis. Fez aulas de dança na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e logo entrou para o grupo de dança da Univercidade, grupo Bailah, onde permaneceu por 1 ano. 

Em 2015 entrou para o grupo de dança Cinese Cia de dança, ficando no grupo até 2016, quando junto com seu amigo Leonardo Lopes montaram o grupo ‘Ara cia de dança’, o grupo permaneceu os trabalhos até 2017, quando Leonardo se mudou para Salvador (BA). 

Em 2017 integrou o grupo de dança ‘Tez Cia de Dança’ por uma curta temporada, retornando em 2018 e ficando até 2019. 

Em 2016, durante uma apresentação de dança do grupo ‘Ara’, o diretor de teatro Philipe Faria convidou Alexandre para fazer parte do seu grupo de teatro Entropia Zero, onde permaneceu até o fim de 2018, em janeiro de 2019 ingressou no grupo ‘Fulano de Tal de teatro’. 

Alexandre também fez outros trabalhos para outras companhias de teatro como convidado, foram elas “Grupo Teatral Falta um, OFIT, Ballet Isadora Duncan, entre outros”. Em 2018 protagonizou o curta-metragem ‘Sacasos’ junto com Alyadna Freitas e entre 2018 e 2019 participou de algumas publicidades para TV.

Como diretor, estreou na web com o espetáculo ‘Solamentesó’ em 2020. Na sequência, em 2021, concebeu e protagonizou o espetáculo “Útero, Minha Primeira Morada”. Veja AQUI todos os trabalhos.  

EQUIPE TÉCNICA

Concepção: Alexandre Melo;

Produção Geral: Alyadna Freitas;

Administração: Marcelo Leite;

Assistência de Produção: Edner Gustavo;

Produção Musical: Kevin Brunt;

Fotografia: André Lorenzoni.

Apoio: Instituto Sul Matogrossense para Cegos Florivaldo Vargas

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