Essa é Delinha, numa imagem em sua casa.

‘Embaixadora da Cultura’, Delinha sai da UTI; filho vende pen-drives para pagar custos de internação

A artista sul-mato-grossense, Delanira Pereira Gonçalves, conhecida apenas como Delinha, de 85 anos, está “acordada, conversando, respirando sem auxílio de aparelho, manterá uso de antibiótico, suplementação de oxigênio por cateter nasal e fisioterapia respiratória”, diz o boletim médico desta segunda-feira (23.mai.22) sobre o estado clínico dela.

Aclamada como a dama do rasqueado, a artista está internada no Proncor em Campo Grande (MS) desde 14 de maio, em tratamento de uma infecção respiratória com exacerbação de doença pulmonar crônica. Ela está respondendo bem aos procedimentos.

Nascida no distrito de Vista Alegre, em Maracaju (MS). Ainda menina, Delinha foi viver em Campo Grande com a família, no bairro Amambaí, onde mora até hoje, na conhecida “velha casinha”. Ela ganhou fama cantando ao lado de seu esposo, José Pompeu, conhecido com ‘Délio’. Ele morreu às 16h do dia 8 de fevereiro de 2010, dois meses antes de completar 85 anos. Ele foi vitimado por uma parada cardíaca, decorrente de um enfisema pulmonar. Quando morreu, Délio estava no Hospital do Câncer. 

Viúva, Delinha passou a cantar ao lado do filho, João Paulo. Passados 12 anos desde a morte de ‘Délio’, a cantora já alcançou diversos méritos. Em 2016 por meio de um projeto de lei dos vereadores Vanderlei Cabeludo (PMDB) e Eduardo Romero (a época PT do B), sancionado pelo então prefeito Alcides Bernal (PP) tornou-se ‘Embaixadora da Cultura de Campo Grande’. Anos depois foi a vez do governo, que tornou Delinha embaixadora da Cultura sul-mato-grossense. Apesar dos celebrados reconhecimentos, poucas benesses financeiras chegaram para a artista.

Na redes sociais, ao lado do filho, em 19 de março, Delinha afzia agradecimentos a quem estava ‘colaborando’ comprando pen drive com sua coletânea musical. Veja abaixo:

Artista sul-mato-grossense, quando idoso, acaba sendo esquecido pelos governantes. Diante da flagrante dificuldade de Delinha com gastos médicos, questionamos o Governo, por meio d Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS ), se alguma medida por parte do poder público pode ser adotada para auxiliar a artista.

Nossa reportagem perguntou à FCMS se a entidade não pode destinar ajudar financeiramente a artista, símbolo da cultura do estado.

Também perguntamos de que vale o título de embaixadora da cultura no estado, caso a artista esteja atravessando esse momento sem o auxílio algum do governo.

Enviamos essas breves perguntas na tarde de sexta-feira (20.mai.22), no entanto, até este dia 23 de maio, nenhuma resposta foi dada.

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