Rompendo com o modo de fazer teatro, Fulano di Tal apresenta Seco

Em curta temporada o grupo teatral Fulano di Tal apresenta o espetáculo “Seco”, de quinta (8.set) até sábado (10.set.22), sempre às 19h30, no Sesc Cultura, em Campo Grande (MS). 

Dirigida por Marcelo Leite e encenada pelos atores Edner Gustavo e Douglas Caetano e texto com colaboração de Bruna Neto, a peça quebra os padrões de apresentações teatrais ao não apresentar personagens, mas sim, atores que encenam reflexões sobre afetos em períodos de isolamento social. 

“A peça nasceu como um processo cênico, uma necessidade de investigarmos modos de se fazer e pensar o teatro. A experiência é a exposição de um processo cênico colaborativo que nós artistas vivemos”, explica o diretor. 

Essa é a terceira temporada do espetáculo, que teve uma  reestreia em junho deste ano, no espaço de apresentação da própria companhia. Agora, em cartaz por três dias no Sesc Cultura, diretor e atores têm altas expectativas, especialmente em relação ao público. 

De acordo com o diretor Marcelo Leite, é a primeira vez que o grupo irá encenar em um espaço maior, o que aumenta tanto o cenário disponível para cena quanto a capacidade de público. Dessa forma, eles esperam lotar o teatro do espaço cultural. 

“O espaço de atuação agora é o dobro, então, vamos experimentar fazer a cena com um cenário maior. Esperamos um bom público para os três dias, queremos lotar o teatro”, disse. 

Leite ainda lembra que a peça foi criada durante a pandemia e desenvolve toda sua trama baseada em situações que foram comuns a todos no período de isolamento social. 

Ele ainda explica que o texto encenado surgiu com uma conversa, quando Edner e Bruna, colaboradora do texto,, foram provocados a debateram sobre os afetos durante o período de isolamento social. 

Marcelo acrescenta que Seco é um processo colaborativo que tem o objetivo de romper com o modo de fazer teatro trabalhado na companhia ao longos dos 19 anos de existência

O enredo do espetáculo acompanha duas pessoas enquanto discutem afetos e suas mais variadas formas em um período de mudanças súbitas de rotina e de entendimento do mundo, como foi o isolamento social durante a pandemia de Covid-19. 

Marcelo detalha que a intenção do teatro é ser uma experiência que converse com o público e represente a todos por meio das personagens que vivem momentos de dores, alegrias, amor e inclusive ódio. 

O ator Edner Gustavo ainda reitera que nesta peça não há personagens: os atores apenas retratam o que todos sentiram e passaram, em especial no período mais crítico da pandemia. 

“Entramos em cena como intérpretes de nós mesmos, não entramos para fazer personagens. O espetáculo é uma experiência visual, sonora, tem várias músicas que também nos representaram durante a pandemia, que ficaram em alta e que falam criticamente sobre esse momento”, adianta.

A entrada é gratuita e os ingressos começam a ser distribuídos com uma hora de antecedência e a disponibilidade está sujeita à lotação limite da sala. 

O Sesc Cultura fica na avenida Afonso Pena, 2.270 – Centro. A classificação indicativa é de 14 anos.

“Esta reportagem foi produzida com apoio do programa Diversidade nas Redações, da Énois, um laboratório de jornalismo que trabalha para fortalecer a diversidade e inclusão no jornalismo brasileiro. Confira as metodologias na Caixa de Ferramentas

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